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Aos 16 anos, começou sua carreira artística se apresentando com o grupo Semente. Em 1974, estudou técnica de piano com Homero de Magalhães, da Pró-Arte. Nesse mesmo ano, atuou com Jorge Benjor como integrante da Banda do Zé Pretinho. Em 1975, gravou no primeiro disco-solo de Moraes Moreira, juntamente com Dadi, Gustavo e o instrumentista Armandinho. Essa formação, acrescida da percussão de Ary Dias, deu origem, no ano seguinte, ao grupo A Cor do Som, do qual fez parte até 1988. Em 1976, compôs a canção Sapato Velho – com Claudio Nucci e Paulinho Tapajós -, gravado pelo Roupa Nova. Em 1990, acompanhou o Legião Urbana em sua turnê pelo Brasil, gravando com o grupo o disco ao vivo Música para acampamento. O primeiro disco-solo de Mú Carvalho foi lançado em 1985 – Meu continente encontrado -, com músicas de sua autoria. O disco, produzido por Egberto Gismonti, contou com a participação especial do próprio Egberto, nos teclados e piano, de Luiz Eça, no piano, e Zé Luiz, no sax-soprano. De lá pra cá, Mú participou de trabalhos de outros artistas, assinou trilhas sonoras para teatro, cinema e televisão e, na década de 90, foi contratado pela TV Globo como produtor musical e compositor de trilhas incidentais para novelas e seriados. “Quando fui trabalhar na Globo, já estava de saco cheio de viajar acompanhando outros artistas. Aquilo já não fazia muito a minha cabeça.”
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No final de 2001, terminou seu segundo disco – Mú Carvalho – O pianista do cinema mudo -, que está sendo distribuído pela Kuarup. “Um disco a gente não acaba, a gente abandona. Esse disco, eu fiz como queria, com muita calma. Foram quase dez anos terminá-lo”, conta Mú. Em 1998, Mú fundou com a instrumentista, esposa e sócia Ana Zingoni, o estúdio de gravação e a produtora Boogie Woogie, destinados à produção e criação e execução de trilhas incidentais para cinema e televisão. “Eu já estava quase fazendo uma unidade móvel de tanto mudar, quando a Ana apareceu na minha vida e me deu a maior força, ela também é musicista. Ela me chamou para fazer uma sociedade e a partir disso nasceu o selo. As coisas aconteceram muito rápido”. Tão rápido que uma de suas produções, a coleção Bíblia Sagrada, em 24 volumes, com locução de Cid Moreira, atingiu uma vendagem superior a 15 milhões de cópias, e recebeu o CD de 15 diamantes. Três anos depois, também em sociedade com Ana Zingoni, fundou o selo Boogie Woogie, especializado em música brasileira, onde finalizou seu segundo disco-solo – primeiro lançamento do selo. O CD Mú Carvalho – O pianista do cinema mudo é uma homenagem do artista à sua avó, Alice Magalhães, ‘pianeira’ que encantava o Cinema Central de Juiz de Fora, nos anos 30. “Eu tenho o maior orgulho da minha avó. Eu sempre fui muito interessado em trilha para cinema, achei muito bacana essa história de ela ter trabalhado no cinema mudo, sonorizando o filme na hora”, revela Mu O NOVO CD Heloisa Tapajós diz que sempre provocou o irmão quanto ao seu trabalho como artista solista. “Quando fomos juntos à apresentação do Chick Corea, no Teatro Municipal, não resisti à pergunta: “E você, meu Chick Corea brasileiro?” Veio o Natal de 2001 e com ele o presente que ela tanto esperava: O pianista do cinema mudo. Inteiramente acústico, o disco tem a participação de um time de talentosos instrumentistas. Mú está ao piano, tendo a seu lado, em todas as faixas, o percussionista Marcos Suzano e o baixista Jorge Helder, e assina todos os arranjos de base e todas as composições, com exceção de Tico-tico no fubá, de Zequinha de Abreu, faixa que conta com Carlos Malta na flauta em dó baixo. No baião Apanhei-te minimog - título que remete a Apanhei-te cavaquinho, de Ernesto Nazareth – Mú recebe como convidado especial Oswaldinho do Acordeon. No baião Em algum lugar do futuro, o duo formado por Marcio Mallard, violoncelo, e Ricardo Amado, violino, executa o arranjo para cordas de Nivaldo Ornelas. Também estão no novo trabalho o Quarteto Bessler, Marcio Montarroyos, além de Sidinho e Ary Dias refornçando a percussão de Marcos Suzano, e Armandinho ao bandolim. O CD é um instrumental com a cara alegre do Brasil. “As pessoas falam que o disco é legal de ouvir. Há uma coisa na música instrumental que é o improviso que às vezes só os músicos entendem e fica meio cansativo. Meu disco é mais autoral. Essas peças são de músicas prontas. Acho que minha música é hereditária, está no sangue”, define o pianista |
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A OPINIÃO DE AMIGOS E PARCEIROS |
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